segunda-feira, 26 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Poemas amanhecidos
quarta-feira, 14 de maio de 2008
10 anos sem Sinatra

Um homem carismático e de voz inconfundível conquistou merecidamente um lugar de honra na história da música contemporânea.
Uma voz quente, excessiva, romântica, expressiva, sedutora, melancólica, terna, poderosa, idolatrada e eternizada em canções belíssimas.
Eu não poderia deixar de prestar minha homenagem a este grande ídolo da música que
muito me inspirou em vários momentos.
sábado, 3 de maio de 2008
De Lugar Nenhum, Um Dia

na tua vista a minha espelhada
horizonte sem brisas flor do dia
surgida da noite como rio silencioso
por entre nuvens negadas à melodia
no tombadilho ressoam turbilhões
contam-se contos escondem-se fadas
lendas antigas à flor-da-pele
memórias de metáforas desalinhadas
na tua vista a minha vista espelhada
pousa esta paixão sem altares ou portos
na pele do desejo com algemas de lua
por entre horas atadas em beijos loucos
um dia sei que os voos de longe
vão no meu sonho ficar pousados
como escravos entre escombros
nas prisões dos calendários apagados
sem receio dos cânticos das sereias
vozes trazem-te como das fadas o gosto
nesta invenção de um pôr-de-sol só meu
que jamais se espelhará em teu rosto.
segunda-feira, 28 de abril de 2008

— Em mim sonhas um mar, um horizonte
murmuravas. — Ao ver-me rio e vento
sabes que ao ser apenas lago e fonte
és imóvel, e sou teu movimento.
E sonhei mais. Que em volta do teu rio
fosse eu contorno e no teu vento eu fosse
a flexível resposta de um navio
saciando essa procura que te trouxe.
E sonhei mais ainda pois sonhei
também que me sonhavas. Descobri
que nem mesmo sonhaste o que te amei.
Na manhã do teu rio em que me apago
ficaram, desse sonho onde vivi,
as águas tristes que não foram lago.
Lupe Cotrim
quarta-feira, 23 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Janela
sexta-feira, 18 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
A infância pede socorro
Eu havia decidido não comentar sobre o caso Isabella, contudo não posso ficar indiferente à barbárie.
A Morte da menina Isabella deixou uma extraordinária herança. Ampliou o debate como nunca, sobre um problema que ocorre no Brasil, diariamente crianças anônimas são submetidas as mais variadas formas de agressão: a violência doméstica.
Não estou dizendo que ela foi assassinada pelos pais, apesar dos vários indícios comprometedores, não há, até o momento, provas para condená-los.
O que estou focando é o fato de que a morte trouxe luz a este problema, até agora com pouca repercussão porque é mais comum entre família pobres e desestruturadas, vítimas de desequilíbrios emocionais extremos.
Nos últimos anos, tenho acompanhado vários casos de violência contra a criança no país e estou convencida de que muitas crianças escolhem viver nas ruas principalmente pela dificuldade de enfrentar a agressão familiar, agravada pelo consumo de álcool e das drogas, em meio ao ambiente de impunidade, mais precisamente pelo silêncio materno.
Isso tudo é sabido e denunciado por médicos, assistentes sociais, psicólogos e educadores. Mas nunca, nem remotamente, se prestou tanta atenção nesse tema como no caso Isabella – essa é a triste e monumental herança que a menina deixou.
O problema é que esse tipo de caso tem que ocorrer na classe média para que a nação acorde.
A Morte da menina Isabella deixou uma extraordinária herança. Ampliou o debate como nunca, sobre um problema que ocorre no Brasil, diariamente crianças anônimas são submetidas as mais variadas formas de agressão: a violência doméstica.
Não estou dizendo que ela foi assassinada pelos pais, apesar dos vários indícios comprometedores, não há, até o momento, provas para condená-los.
O que estou focando é o fato de que a morte trouxe luz a este problema, até agora com pouca repercussão porque é mais comum entre família pobres e desestruturadas, vítimas de desequilíbrios emocionais extremos.
Nos últimos anos, tenho acompanhado vários casos de violência contra a criança no país e estou convencida de que muitas crianças escolhem viver nas ruas principalmente pela dificuldade de enfrentar a agressão familiar, agravada pelo consumo de álcool e das drogas, em meio ao ambiente de impunidade, mais precisamente pelo silêncio materno.
Isso tudo é sabido e denunciado por médicos, assistentes sociais, psicólogos e educadores. Mas nunca, nem remotamente, se prestou tanta atenção nesse tema como no caso Isabella – essa é a triste e monumental herança que a menina deixou.
O problema é que esse tipo de caso tem que ocorrer na classe média para que a nação acorde.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008

"Carrego seu coração comigo
eu o carrego no meu coração
nunca estou sem ele
onde quer que eu vá, você vai, meu doce...
e o que quer que seja feito por mim
é feito por você, meu amor...
não temo o destino
pois você é o meu destino, minha vida...
não quero o mundo
pois você é o meu mundo, minha verdade...
e você é o que a lua sempre significou,
o que o sol sempre cantou...
aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe:
a raiz da raiz, o broto do broto
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode ansiar
ou a mente pode esconder..
e aqui está o milagre que mantém as
estrelas separadas...
Carrego seu coração
eu carrego no meu coração..."
E.E. Cummings
sábado, 12 de abril de 2008
Suavemente
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Amor absoluto

Permita-me dizer trechos do meu pensamento,
certas coisas que não cabem nas palavras
mas ditam as regras dos meus sentimentos.
Como não amar por absoluto,
se o que eu vejo é tudo o que desejo
e o que sinto é imensidão.
Não existe nada que eu queira mais que
teus olhos deitados nos meus sonhos
e teu sorriso em meus lábios.
Como não amar por absoluto
se encontro entre teus passos os passos meus e
todos os caminhos de nós dois.
"As canções estão nos seus olhos, eu as vejo quando você sorri..."
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Outono

Tuas cores quase desbotadas
dessas tardes frias de abril
Fazem-me sentir saudades
dos dias quentes de verão,
do céu de anil
Teus matizes
anunciam os ventos que virão
A chuva brinda sua chegada
descendo mansa das nuvens que já foram de algodão
Os plátanos, avermelhados colorem
de dourado os caminhos que vem e vão
Tens um que de mistério,
encantadoramente outonal
Poético e triste,
com suas nuances absolutas e inquietantes
logo serás inverno
sexta-feira, 28 de março de 2008
Anjo
Em minha rua há uma espera
do tamanho do horizonte.
Cinzentas são as quimeras
mas, em minha rua há uma fonte…
… que às vezes lava mares
de malabares quebrantos
e banha recém nascidos
no primo canto, ungidos,
do feitiço de outros ares
dos males de outros cantos.
Em minha rua mora um anjo
dono da situação.
Não se chama solidão
e faz-se em som de banjo
puro espalhar sedução.
Em minha rua o passado
tem inveja do futuro
o presente adiantado
ou atrasado, nem sente
o dia a dia do enduro.
Sou vizinha de uma jura
que briga com a razão
um alongado perdura
num resquício de emoção
Por isto em minha rua
foge na luz do poste
dança dos quartos da lua
em quatro ventres à sorte
na casa da maldição.
do tamanho do horizonte.
Cinzentas são as quimeras
mas, em minha rua há uma fonte…
… que às vezes lava mares
de malabares quebrantos
e banha recém nascidos
no primo canto, ungidos,
do feitiço de outros ares
dos males de outros cantos.
Em minha rua mora um anjo
dono da situação.
Não se chama solidão
e faz-se em som de banjo
puro espalhar sedução.
Em minha rua o passado
tem inveja do futuro
o presente adiantado
ou atrasado, nem sente
o dia a dia do enduro.
Sou vizinha de uma jura
que briga com a razão
um alongado perdura
num resquício de emoção
Por isto em minha rua
foge na luz do poste
dança dos quartos da lua
em quatro ventres à sorte
na casa da maldição.
terça-feira, 25 de março de 2008
Fim de tarde...
quinta-feira, 20 de março de 2008
Feliz Páscoa!

Páscoa...
É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Desejo a todos os amigos, amigas e visitantes uma
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
Beijinhos com sabor de chocolate!!!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Desmedido Querer

Eu te quero porque te quero.
Querer-te é estado compulsivo,
É uma necessidade vibrante.
Querer-te é um dom indissolúvel
Que adveio do silêncio da madrugada
E me embriagou amorosamente.
Querer-te é um fato consumado,
É a realidade feita de sonhos
Sem regulamentos absurdos.
Assim vou te querendo,
Paralelo de meus desígnios,
Espiral infindo do meu querer.
Otávio Coral
quinta-feira, 13 de março de 2008
Há dias assim...

Há dias em que se acorda e a realidade não se constrói a nível das ideias, como se o caos é que fizesse sentido. Há dias em que as palavras não fluem, atropelam-se antes da saída. Há dias em que apetece desistir, ficar-se parado para deixar passar todas as nuvens do céu prioritárias. Há dias em que o corpo age sozinho sem mente para o instruir, repetindo gestos usuais, automáticos. Há dias em que mais vale deixar cair a noite e esperar por outros dias…
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“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.”
Clarice Lispector
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